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Resenha - O Morro dos Ventos Uivantes


Autor: Emily Brontë
Editora: Landmark
Páginas: 300
Sinopse: Único romance escrito por Emily Brontë, O MORRO DOS VENTOS UIVANTES, foi publicado em 1847 e atribuído a um certo Ellis Bell. Hoje considerado um clássico da literatura inglesa, caracterizado como uma história de amor amaldiçoado e de vingança, e visto como a mais intensa história de amor já escrita na língua inglesa, recebeu fortes críticas no século XIX, época em que foi lançado. Um ano antes, as três irmãs Brontë Charlotte, Emily e Anne haviam publicado uma coletânea de poemas em nome de Currer, Ellis e Acton Bell. Nos círculos literários ingleses era crença generalizada que as Irmãs Brontë e os Irmãos Bell fossem as mesmas pessoas. No entanto, o simples crédito deu margem a controvérsias: que Bell seria, realmente, qual das irmãs Brontë? O MORRO DOS VENTOS UIVANTES já foi adaptado mais de vinte vezes para o cinema, rádio e TV. A versão de William Wyler de 1939, estrelada por Merle Oberon como Cathy e Laurence Olivier como Heathcliff, é considerado um dos grandes clássicos do cinema até os dias de hoje, indicado para sete categorias da mais importante premiação do cinema e vencedora do prêmio por sua fotografia; as versões mais recentes são as de 1992, estrelada por Juliette Binoche e Ralph Fiennes, e uma modernização para os dias de hoje, produzida pela MTV em 2003.

Como falar de um clássico? Algo eternizado como uma obra atemporal, com tantos sentimentos fortes que saltam das páginas. Tentarei exprimir a minha impressão sem ser influenciada pelo grande número de pessoas que falam bem dele, pois quando fui ler tentei ao máximo não me ligar ao fato de que estava lendo um clássico, para que esse status não mudasse a minha visão. Por isso espero que consiga mostrar a história e não o clássico na resenha.
O morro dos Ventos Uivantes é o único livro publicado pela autora, Emily Brontë. Lançado em 1847 o livro foi fortemente criticado e ignorado pelos críticos da época. Porém, Emily recebeu o conhecimento póstumo por sua obra e hoje ela é consagrada como uma das maiores escritoras inglesas. O livro é contado do ponto de vista da senhora Dean, que é uma narradora/personagem, que apesar de não ser a protagonista da estória, está em todos os momentos, desde o início da trama, até o final e por isso é a personagem mais indicada para o relato. Mas vou logo avisando para vocês se prepararem antes de ler esse livro, pois você é jogado em uma leitura onde você vai encontrar muito rancor, medo, angústia, vingança, maldade e todos os sentimentos mais sóbrios que possam existir no coração humano. Pra começar, posso dizer a vocês que este livro não é mais um romancezinho histórico do século XVIII. Existe romance na estória? Claro que existe, mas o romance é sombrio e cruel e essa crueldade vai sendo alimentada e passada a diante de geração em geração. Por isso recomendo que vocês não o leiam de uma vez e se possível acompanhado com uma leitura mais leve, para contrabalancear a narrativa pesada de Brontë. Mas com certeza é um livro que vale a pena ser lido, não só por ser um clássico, mas porque muitos costumes e cenas nesse livro podem nos chocar por serem muito diferentes dos nossos e pela crueldade. Emily, com certeza não era uma garota comum, com pensamentos fúteis, e isso se mostra na personalidade de cada um de seus personagens, o que, claro, me fez gostar ainda mais da história, que é muito bem narrada e tem um final satisfatório, mas sem ser um final feliz.
Tudo começa com a chegada de um órfão, trazido pelo senhor Earnshaw ao Morro dos Ventos Uivantes, lugar onde a família Earnshaw morava, o jovem órfão tirado das ruas era Heathcliff que passou a morar e ser criado como um filho juntamente com Hindley e Cathy pela família Earnshaw, porém essa chegada não deixou todos alegres, principalmente Hindley, filho legítimo do senhor Earnshaw que não gostou da atenção dada a esse novo “membro” da família, o que acabou por gerar grande rancor entre os dois.
Contudo, Cathy não tava nem ai para essa aversão que o irmão tinha pelo pobre órfão e logo virou amiga dele e mais tarde, acabou por se apaixonar por ele. Mas como eu disse no começo, o romance nesse livro existe de forma sombria e cruel, e Cathy ao invés de optar por se entregar a essa paixão com o órfão pobre, maltrapilho e dono do seu coração, acaba por optar por uma vida de conforto e luxo, ao lado de Edgar, seu vizinho que morava na Granja Thrushcross rico, educado e muito bonito. Isso gera raiva em Heathcliff, que sai em busca de riquezas para ter uma chance de ficar com Catherine e quando não consegue seu objetivo vira um carrasco, pronto para acabar com a paz e felicidade de todos, que de alguma forma tiraram isso dele.




Espero que tenham gostado da resenha, tentei mostrar ao máximo o quanto gostei desse livro e explicar meus motivos, espero que tenha sido clara e que vocês tenham gostado. Comentem e me digam o que acharam.

5 comentários:

Lu 14 de janeiro de 2013 09:07  

Oi Isabela,

nunca li e nem assisti o filme. Confesso que não tenho muita vontade, pois já sei tudo sobre a história e isso me desanima a pegar para ler, rsrsr.
Ainda vou criar ânimo e espero gostar. ^^

beijos.

Lu - http://www.leiturasedevaneios.com.br/

Isabela Cristina 14 de janeiro de 2013 15:17  

Olá Lu,
eu também pensava que não ia gostar por já saber sobre a história, mas a leitura completa do livro nos dá uma visão muito melhor da história de da Emily

arielle 19 de janeiro de 2013 18:25  

Eu li esse livro há uns três anos, acho que era meio que muito nova pra me deixar perder no mundo desse livro, toda vez que leio uma resenha dele agora me dá vontade de reler. Pra melhor o que eu tenho tem um aviso de que é o favorito da Bella .-. a gente supera isso.


vomitoverbal.posterous.com
http://www.escrevendoaospouquinhos.com.br/

Isabela Cristina 21 de janeiro de 2013 09:06  

Quando eu fui comprar o meu exemplar, também tinha um modelo com a capa escrito que era o favorito da Bela, e era bem mais caro desse que eu comprei e que ainda é bilíngue, ai eu fiquei me perguntando se tinha alguma coisa demais nesse livro.

phelipe rafael 23 de novembro de 2015 11:22  

muito boa a resenha parabens

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